quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

Avaliação final da disciplina Fundamentos da Arte I


Imagem do Aqueduto Carioca (estilo romano)

Questão I: A partir do conhecimento artístico e do período escolhido, que ações você planejaria, para um projeto de ensino da Arte que contemplasse os seguintes itens (referência triangular – Ana Mae), abordando: a contextualização histórica, a apreciação estética e a produção e utilização de uma linguagem artística em sala de aula?
Após pensar na minha trajetória como estudante de Artes Visuais, dentro da disciplina, Fundamentos da Arte I, escolhi para responder a questão I, a Arte Romana, que me conquistou pelas inovações feitas através da influência grega.
Os romanos apesar da maioria dos seus artistas serem gregos e de buscar ou fazer réplicas das obras de arte gregas, foram ousados e retinham para si apenas o que lhes interessava, eram práticos descartando o que não era interessante para eles, criando seu próprio estilo, Roma veio a ser a pedra fundamental da Arte de todos os períodos posteriores. (Strickland).
No The Metropolitan Museum são mostradas as referências arquitetônicas e a escultura romana que fazem parte de todo legado artístico deixado à humanidade pelos romanos.
O que mais me impressionou nos romanos foi a arquitetura, seus palácios, templos, pontes, em especial os aquedutos, morei perto de um lindíssimo e nunca imaginei que foi com a civilização romana que os mesmos tiveram um desenvolvimento extraordinário, inspirando outros países a construí-los.


O projeto da professora Cecília; ”Visitando os mundos da Arte” (que estabeleceu relação entre o templo da cidade com os templos góticos, e vitrais da Pinacoteca do Centro Universitário Feevale), me fez lembrar que os alunos se interessam em uma história bem contada e dentro do seu contexto de vida. Então planejei o projeto, tendo por base as três propostas de Ana Mae: reconhecimento da importância do estudo da imagem (necessidade da capacidade de leitura da imagem), reforço da herança artística e estética dos alunos, levando em consideração seu meio ambiente e movimentos de arte comunitária na Arte Educação formal
Onde moramos temos dois castelos pequenos, um é de pedra o outro de alvenaria, pessoas importantes moraram neles, a cidade é toda recortada pelo Arroio Ribeiro e ainda para irmos à capital gaúcha temos que passar por três pontes. Diante destes fatos bem familiares dos alunos quero levá-los ao projeto ”Um passeio pela Arte”. Sairemos cedinho de ônibus e visitaremos nossas pontes e castelos, anotando e fotografando tudo que acharmos interessante quanto à arquitetura. O ponto final da viagem será o Margs. Nele os alunos poderão apreciar as manifestações artísticas de vários autores. Poderão fazer suas leituras individuais das imagens. Esforçar-me-ei para ser uma mediadora à altura das perguntas dos alunos, respeitando suas falas e silêncios, enquanto os “olhares escavadores” estiverem atentos aos significados das obras.
Retornando à sala de aula, para as reflexões perante a turma, relacionaremos nossas fotos com imagens da internet da Arte Romana, (o Google Earth, em computadores lado a lado nos ajudará a fazer comparações entre ambas. A arquitetura romana é rica e variada e podemos comparar as fotos da Barra do Ribeiro, Guaíba, Eldorado do Sul e Porto Alegre com os tipos de construções romanas, colunas dos templos, arcos, abóbodas, materiais empregados na mesma. Através de mapas conceituais colocarão suas conclusões perante a turma.
Numa ação em grupo faremos um projeto artístico para a construção de nossa ponte que está interditada há um ano, aqui na Barra. Os alunos farão seus desenhos e maquetes de uma ponte que fosse uma obra de arte na cidade para embelezá-la e servir de união entre o bairro e o centro. Após a conclusão dos trabalhos, chamaremos o prefeito da cidade que mora bem na frente da escola para ver e ouvir nossa proposta artística. Além de terem um dia agradável na companhia dos colegas, os alunos vivenciarão um dia cultural e artístico, terão uma oportunidade inigualável de apreciar as obras de arte e ler seus significados no próprio museu, e não nos livros ou revistas. Perceberão as inúmeras técnicas e estilos artísticos, poderão fotografar a arquitetura gaúcha e comparar com a arquitetura romana, se aprofundando no conhecimento da Arte Romana e ainda numa ação comunitária fazer um projeto para a melhoria da ponte de nosso bairro, tão pertinho da escola.
Obs: meus alunos sempre se envolvem nos projetos que proponho, o último foi um ponto de ônibus que pintamos para retirar os palavrões que ali estavam. Ficou lindo o ponto de ônibus com nossa contribuição artística para a cidade, o jornal até publicou.

Questão II – Auto-avaliação
Sentindo-me bem pré-histórica no conhecimento da Arte, resolvi aceitar o conhecimento proposto por Ernest Hans em “Estranhos Começos”, aventurei-me com Jean Jacques, e assisti “ A Guerra do Fogo” e até visitei a “Caverna em Lascaux”, tudo com a finalidade de buscar a compreensão da linguagem artística e conhecer melhor a Arte e conseqüentemente ensiná-la melhor.
Reli e revisei minhas anotações e pesquisas feitas para a disciplina, verifiquei e retomei as aprendizagens adquiridas e me sinto assim bem primitiva ainda, mas vislumbrando no horizonte um crescimento na minha formação continuada e qualificação como professora de Artes Visuais.
Constatei uma evolução no contexto histórico de Artes Visuais. Em diferentes momentos a Arte possibilita reconhecimento de decodificação de signos artísticos, das influências políticas, sociais, culturais e dos diversos tipos de materiais e técnicas utilizados. Minha visão sobre a Arte não é mais a mesma, percebi que ser professora de “Educação Artística”, contando apenas com minha dedicação e criatividade para propor “trabalhinhos manuais” aos alunos, está longe de ser uma professora habilitada em ensinar Arte. Estou apenas no início da formação ideal para ser uma professora curadora. Tenho muito que aprender para ensinar o que os alunos realmente precisam saber, mas à medida que aprendo passo a eles, que se encantam com as novidades artísticas, trabalhos com linhas, tons, volumes, perspectivas, planos, técnicas, signos, leitura de imagens, estilos dos artistas e história da arte. Toda minha empolgação com o aprendizado da Arte, consegui passar para eles através das propostas das disciplinas do curso que requeria a participação direta dos alunos. Senti-me uma estagiária colocando em prática o máximo possível nas aulas de Arte. E valeu tanto para mim quanto para minha turma.
A evolução da Arte começa lá na pré-história com os registros nas pedras e grutas e passando a Arte Egípcia, desde a arquitetura das pirâmides que permanecem até hoje, aos desenhos nas tumbas e paredes, mostrando a religiosidade e política do povo nos símbolos e hieroglíficos representados.
Já a Arte Grega, muito inteligente, por sinal, era chamada de Arte Clássica. Usou novos materiais, a valorização da estética e beleza humana influenciou os romanos que tornou Roma a “Senhora do Mundo”, com seu estilo próprio, aproveitando da Grécia tudo que lhes convinha a respeito da Arte: escultura, arquitetura, literatura e até mesmo a religião e língua. Os romanos foram audaciosos e os arcos e abóbodas caracterizava o estilo romântico, representando a mitologia, filosofia e política.
A Arte foi atravessando vários períodos artísticos: Bizantino, Medieval, Renascimento, Barroco, Neoclassicismo, Romantismo, Impressionismo, Expressionismo, Abstrata, Arte moderna, Arte Contemporânea, com várias particularidades características em cada fase. Por exemplo: na época do Renascimento, a Arte se aproximou da realidade da vida, na época do Realismo a Arte representou a vida cotidiana e erotismo, o Impressionismo atingiu a realidade em várias formas de manifestação.
Atualmente a Arte se manifesta de formas tão diferentes, que se não acompanharmos a História da Arte, acharemos tudo muito “Absurdo”, como vimos na Bienal: “Grito e Escuta”. As falas da Arte foram representadas de tantas maneiras e foram mediadas por curadores entendidos que com paciência revelavam os significados das obras aos apreciadores que não conseguiam ler diante de tanta evolução.
A tecnologia presente na Arte, as técnicas mistas, a participação pública revelaram na Bienal a nova era da Arte. Os projetáveis, atraíram o público com sua inovadora forma de representação artística. Mesmo assim, as obras continuam dialogando entre si, nas suas linguagens artísticas próprias e suas técnicas mostrando toda a construção e desconstrução inseridas na mesma.
Sei que tudo que aprendi são “amostras grátis” da imensidão de conhecimentos que devo adquirir, para evoluir também na minha formação e qualificação profissional. Sei que preciso primeiro saber para propiciar a construção do conhecimento, através da experiência com a Arte, apreciando, contextualizando, refletindo e discutindo as representações artísticas.
Sinara Maria Boone .
quinta, 4 fevereiro 2010, 14:15
Nota: 9.8
Elisabete, tudo bem?

A sua avaliação foi lida...você apresenta referências coerentes aos estudos dessa disciplina, escolhendo um período ou unidade, bem como as suas idéias/ações relacionadas à Contextualização Histórica, a Apreciação estética e a Produção e utilização de uma linguagem artística.


Importante lembrar, que, no caso do fazer artístico, esse também deve estar relacionado diretamente ao pensamento que o período propõe... não necessariamente há necessidade de dar enfoque às "técnicas" artísticas, mas fazer o aluno pensar em por que essas produções aconteciam dessa maneira e relacioná-las ao seu contexto.

Você também apresentou um parecer que evidencia a sua sensibilidade e dedicação nesses estudos, citando partes da sua trajetória nessa disciplina... Que bom que a "amostras grátis" fizeram diferença! Torço para que continues empenhada para aprender e ensinar, com qualidade, a Arte, sempre.


Um abraço,


Sinara Maria Boone

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